Saúde mental é muito mais do que diagnósticos e fazer terapia
Luiza Voll, diretora criativa da Contente, no encontro Saúde Mental no Mundo Digital, promovido pelo Ministério da Saúde
A conversa sobre saúde mental evoluiu muito e está em todos os cantos das redes sociais.
Só que muitas vezes não fica claro que saúde mental é muito mais do que fazer terapia, é muito maior do que diagnósticos e parte de estruturas sociais e culturais que não só dão origem, como mantém os sofrimentos humanos.
Falar sobre saúde mental nas redes faz diferença, você já deve ter sentido isso na pele, quando compreendeu mais sobre si mesmo, sobre o que se passa no seu mundo interno ou quando simplesmente sentiu o alívio de não estar só em um sentimento. É o famoso “precisava ler isso!”.
Mas como devemos fazer isso? Quais são os limites e as responsabilidades da comunicação nesse campo?
Nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2026, a convite do Ministério da Saúde, da Fiocruz e da Organização Pan-Americana da Saúde estive presente no evento Saúde Mental no Mundo Digital, que reuniu, em Brasília, especialistas, comunicadores e representantes de plataformas para conversar sobre os desafios da comunicação em saúde mental no Brasil.
Pensar comunicação em saúde mental envolve vários eixos. Tem o aspecto da psicologia e da psiquiatria, das políticas públicas, da responsabilização das plataformas, da construção cotidiana da cultura.
Foi importante ver representantes de todos esses campos debatendo pautas como a proteção digital e a segurança das crianças e adolescentes, o impacto dos padrões estéticos e violências nas redes na saúde das mulheres, a radicalização que começa na infância dos meninos, como conteúdos classistas, racistas, misóginos afetam a todos e o combate à banalização dos diagnósticos e da medicalização da vida via conteúdos digitais.
O papel da Contente nesse encontro foi o de complexificar o debate em torno da saúde mental da infância e adolescência.
A nossa saúde mental não é fixa, ela é impactada por um universo de fatores. Como bem disse a médica psiquiatra Maria Clara Silveira, “para resolver os problemas de saúde mental precisamos imaginar um mundo totalmente novo, mas para chegar a qualquer lugar, precisamos dar o próximo passo”.
E foi isso o que fizemos. Foram dois dias de diálogos e de reconhecimento de boas práticas que vão servir de base para a criação de um guia de boas práticas em comunicação sobre saúde mental na Internet brasileira.
E é muito importante que a gente reconheça a sofisticação do trabalho da equipe do Ministério da Saúde ao idealizar e promover um evento como esse. Nesse momento de mundo em que a gente vive, isso é um verdadeiro luxo! Obrigada por terem me incluído nessa grande missão que é pensar uma saúde mental crítica no Brasil.
E eu não vou fingir costume não viu? Além de estar junto com um time deste calibre, foi a minha primeira vez atuando junto ao governo do meu país como especialista. Que honra!
Agora é com você: me conta o que você pensa sobre o tema e o que mais te preocupa quando o assunto é saúde mental no ambiente digital?
Conheça todo o time de participantes dessa iniciativa:







Que incrível, Lu! Feliz demais de você ter podido contribuir neste debate junto ao nosso Ministério. Por aqui, é potente demais poder pensar a saúde em muitos aspectos, especialmente o da Saúde Mental! Um abraço carinhoso
Que incrível!!! Quero saber mais!!